BC sobe a Selic para 11,75%; Veja como fica o mercado de investimentos

Aportes em renda fixa e títulos são as opções mais indicadas para a aplicação do dinheiro; Carteira de investimentos diversificada ainda é o melhor caminho


Com os impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia e o aumento dos juros dos Estados Unidos em 0,25% nesta quarta-feira (16), o Copom (Comitê de Política Monetária), do Banco Central, elevou a taxa básica de juros, a Selic, de 10,75% para 11,75%, durante a segunda reunião de 2022. Para quem busca mais rentabilidade, o cenário é favorável para as aplicações financeiras.


Apesar do aumento, integrantes do Copom já tinham sinalizado que reduziriam o ritmo de alta da Selic, quebrando o ciclo de aumento de 1,5 ponto nas últimas três reuniões consecutivas.


Segundo o assessor de investimentos da Monte Bravo de São José dos Campos, Breno Andrade, com o aumento da taxa básica de juros, os investimentos mais conservadores continuam em destaques porque são indexados à taxa de juros no país, utilizadas nas negociações.


A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia e serve de referência para as outras taxas da economia. O Banco Central atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima ao valor definido na reunião.


Agora, os investimentos de renda fixa como os títulos públicos vendidos por meio do Tesouro Direto, CDBs (Certificado de Depósito Bancário), LCI (Letras de Crédito Imobiliário), LCA (Letras de Crédito do Agronegócio), CRI e CRA (Certificados de Recebíveis Imobiliários e do Agronegócio) e de debêntures, que são títulos emitidos por empresas, são as melhores opções para o investidor. “Também temos um cenário favorável para quem pensa investir em renda variável, mas a palavra-chave ainda é ter uma boa carteira de investimentos diversificada”, afirmou.

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