Com a alta da Selic, como ficam os investimentos em renda fixa e renda variável?

Cenário econômico brasileiro segue a movimentação da alta de juros nos EUA e torna investimentos com mais rentabilidade


Acompanhado pela movimentação do FED (Federal Reserve) nos EUA, o Copom (Comitê de Política Monetária) elevou a taxa básica de juros, a Selic, de 9,25% para 10,75% ao ano durante a primeira reunião de 2022.


Com o aumento do principal termômetro da economia brasileira, o cenário é favorável para investidores que buscam mais rentabilidade em suas aplicações financeiras.


De forma prática os investimentos conservadores tendem a ganhar mais força porque são indexados à taxa de juros no Brasil segundo o sócio e assessor de investimentos da Monte Bravo de São José dos Campos, Breno Andrade.


“Os investimentos de renda variável tendem a perder um pouco a atratividade, mas isso não quer dizer que o investidor deva investir apenas em renda fixa? A resposta é não. Temos um cenário favorável também para quem pensa investir em renda viariável, mas é óbvio que a palavra-chave é ter uma boa carteira de investimentos diversificada”, disse.


Segundo Breno, um índice importante para ser analisado, entre outros, é a relação do preço da ação de uma empresa sobre o lucro no período. “Essa relação de preços sobre os lucros é histórica no Brasil, na faixa de 11,6X. O país está num patamar em que a Bolsa brasileira está muito descontada, próximo a 8X a relação P/L (relação do preço da ação de uma empresa sobre o lucro no período).”


Breno explicou que o país teve mais de R$ 100 bilhões de investidores estrangeiros que entraram na Bolsa brasileira no ano passado. Somente em janeiro de 2022, o lucro sobre os investimentos em ações no Ibovespa foi de R$ 10 bilhões.


Com a alta da Selic, os investimentos de renda fixa ganharão ainda mais força. É o caso dos títulos públicos vendidos por meio do Tesouro Direto, CDBs (Certificado de Depósito Bancário), LCI (Letras de Crédito Imobiliário), LCA (Letras de Crédito do Agronegócio), CRI e CRA (Certificados de Recebíveis Imobiliários e do Agronegócio) e de debêntures, que são títulos emitidos por empresas.


“O atual momento gera uma janela de oportunidade de alocação de recursos em investimentos conservadores pagando CDI + 2% ou CDI +3% ao ano. Já pensando no atual patamar de 10.75%,voltamos a ter investimentos pagando mais de 1% ao mês ao investidor. Alguns deles, inclusive, isentos de IR.”

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