Construir patrimônio exige mais tempo do que grandes aportes, mostram simulações
Com a Selic em 14%, especialista mostra como prazo, disciplina e juros compostos podem fazer diferença no valor dos aportes

Quanto é preciso guardar por mês para chegar a R$ 100 mil, R$ 500 mil ou R$ 1 milhão? Com a Selic em 14% ao ano, os juros seguem altos, mas a resposta depende menos da taxa do momento do que de três fatores: quanto se investe, por quanto tempo e qual a rentabilidade obtida no período.
Simulações feitas por Claudiner Sanches Junior, assessor de investimentos da WFlow, ajudam a colocar essa conta no papel. Considerando um retorno hipotético de 10% ao ano, quem pretende acumular R$ 100 mil em cinco anos precisaria investir cerca de R$ 1.306 por mês. Com prazo de dez anos, o aporte cai para R$ 500 e, em 20 anos, para R$ 139.
Para chegar a R$ 500 mil em 20 anos, seriam necessários cerca de R$ 696 mensais. Para R$ 1 milhão no mesmo período, R$ 1.392. Vale ressaltar que os valores são estimativas e consideram aportes mensais e reinvestimento dos rendimentos, sem descontar inflação, impostos e custos.
TEMPO PESA NA CONTA
O efeito do prazo fica mais evidente quando o investidor adia o início dos aportes. Em outra simulação, também com retorno hipotético de 10% ao ano, uma pessoa que começa hoje precisaria aplicar R$ 485 por mês para acumular R$ 1 milhão em 30 anos. Se esperar cinco anos, o valor sobe para R$ 811. Se começar dez anos depois, chega a R$ 1.392.
“Quem espera cinco anos precisa investir aproximadamente 67% a mais todos os meses. E quem espera dez anos precisa investir aproximadamente 187% a mais por mês para chegar ao mesmo R$ 1 milhão na mesma data”, afirma Junior.
A diferença está nos juros compostos. À medida que o patrimônio aumenta, os rendimentos também passam a gerar novos rendimentos. Por isso, segundo o especialista, começar cedo e manter a regularidade dos aportes pode ser mais importante do que esperar pelo investimento considerado ideal.
JUROS ALTOS EXIGEM ESTRATÉGIA
O cenário atual também pode ser aproveitado por quem está formando patrimônio. Com a Selic elevada, Junior aponta oportunidades em títulos pós-fixados ligados ao CDI ou à própria taxa básica, além de prefixados e papéis indexados à inflação para horizontes mais longos.
Isso não significa, porém, concentrar todos os recursos na renda fixa. A taxa atual não necessariamente permanecerá no mesmo patamar nos próximos cinco, dez ou 20 anos.
“Não deveríamos construir uma carteira de 20 anos olhando exclusivamente para a taxa de juros dos próximos 12 meses”, afirma Junior.
Ainda segundo ele, a estratégia deve considerar quatro fatores: rentabilidade, risco, liquidez e diversificação. Dependendo do perfil, do prazo e dos objetivos, a carteira pode combinar renda fixa com renda variável, ativos internacionais e outras classes.
Para o especialista, a formação de patrimônio depende menos de encontrar o momento perfeito e mais da capacidade de transformar parte da renda em aportes recorrentes. “O investidor não controla o mercado. Ele controla principalmente quando começa, quanto poupa e se mantém ou não a disciplina ao longo do caminho.”
WFLOW
A WFlow atua nos segmentos de Alta Renda, Private e Pessoa Jurídica. O grupo possui dois prêmios de melhor assessor de investimentos, além dos selos de eficiência em renda fixa, renda variável e satisfação de atendimento (NPS). A empresa possui filiais em São Paulo, Jundiaí, Piracicaba, Belo Horizonte, São José do Rio Preto e Primavera do Leste. Para saber mais informações, entre em contato com a WFlow pelo telefone (11) 3044-1199 ou acesse o site: www.wflowinvest.com.br/.



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