Dados mostram que 40% dos brasileiros estão endividados; e 77% relatam impactos na saúde emocional
- Michelle Monteiro
- há 20 minutos
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Ansiedade, estresse e insônia já fazem parte da rotina de quem convive com dívidas; educação financeira surge como ferramenta de prevenção e apoio

O endividamento deixou de ser apenas um problema financeiro e passou a ser reconhecido como um fator de impacto direto na saúde emocional dos brasileiros. Pesquisa da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) aponta que cerca de 40% da população adulta está endividada. Entre essas pessoas, 77% relatam que as dívidas afetam a saúde emocional, as relações familiares e a qualidade de vida, enquanto 84% afirmam que a falta de dinheiro prejudica diretamente o bem-estar mental.
A instabilidade financeira tem reflexos que vão além do orçamento. Especialistas associam o endividamento recorrente a sintomas como ansiedade, estresse, insônia, queda de produtividade e impactos na autoestima. Muitas pessoas convivem com sentimentos de culpa, medo e sensação de fracasso ao lidar com dívidas, o que contribui para um ciclo silencioso de sofrimento emocional.
Sem planejamento adequado, o uso frequente de modalidades como cartão de crédito e empréstimos pessoais pode agravar esse cenário. Um exemplo comum é o atraso no pagamento da fatura do cartão: uma dívida de R$ 1 mil pode se aproximar de R$ 1,6 mil após três meses, em função dos juros, ampliando a pressão financeira e emocional sobre as famílias. O levantamento da Febraban também indica que 55% dos entrevistados admitem entender pouco ou nada de educação financeira, o que dificulta a reorganização do orçamento em momentos de perda de renda ou imprevistos.
Nesse contexto, o cuidado com a vida financeira passa a ser entendido como uma forma de prevenção ao sofrimento emocional. A organização do orçamento, a definição de prioridades e a renegociação consciente de dívidas ajudam a reduzir a ansiedade, fortalecer a confiança e recuperar o senso de controle sobre a própria vida.
Segundo Alexsandra Luiz, gerente de operações de negócios da Sicoob Coopmil, falar sobre dinheiro é também falar sobre bem-estar emocional. “Quando a pessoa compreende sua realidade financeira, aprende a organizar prioridades e entende que o endividamento não é uma falha individual, ela consegue tomar decisões mais conscientes. Esse processo reduz a ansiedade e contribui para escolhas mais sustentáveis ao longo do tempo”, afirma.
A especialista destaca que a educação financeira tem papel central nesse processo ao oferecer informação, orientação e apoio contínuo. “Educação financeira não é apenas aprender a fazer contas. É criar clareza, reduzir o medo e ajudar as pessoas a retomarem o controle do orçamento, o que tem impacto direto na saúde emocional e nas relações familiares”, explica.
Com níveis elevados de endividamento no país, marcados por juros altos e uso recorrente do crédito, especialistas reforçam que ampliar o acesso à informação e estimular o diálogo sobre finanças pessoais deixou de ser apenas uma questão econômica e passou a ser uma medida essencial de cuidado com o bem-estar emocional.
SICOOB COOPMIL
Fundada em 1989 por policiais militares paulistas, a Sicoob Coopmil nasceu do ideal de promover o bem-estar da família policial por meio do cooperativismo financeiro. Hoje, com livre adesão e com mais de 28 mil cooperados, a cooperativa oferece uma variedade de serviços financeiros, como contas correntes, seguros, investimentos, crédito, consórcios, além de serviços digitais e de atendimento, como o aplicativo Sicoob. Para mais informações, acesse: www.sicoob.com.br/web/sicoobcoopmil/para-voce



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