Especialista dá dicas para se proteger de golpes virtuais

É preciso desconfiar de oportunidades de investimentos milagrosos, com alta rentabilidade e pouca segurança e transparência



Em tempos de golpes virtuais estar preparado para não cair numa armadilha financeira é fundamental para evitar perdas no patrimônio conquistado ao longo da vida. É preciso se atentar aos perigos do mundo digital e ampliar os cuidados com ofertas de promessas de lucros intangíveis.


O cibercrime não é novidade para ninguém, porém instituições e empresas ligadas à área de segurança na Internet têm registrado aumento expressivo no número de tentativas de golpes, que vão desde o sequestro de contas em aplicativos como o Instagram e o WhatsApp até adesão a investimentos com criptomoedas.


Pesquisa realizada pela PSafe, empresa especializada no desenvolvimento de soluções de segurança, registrou mais de 790 mil tentativas de golpes de estelionato na semana que antecedeu o Carnaval. O aumento foi de 90% se comparado com uma semana atrás, quando foram detectadas 412 mil.


O assessor de investimentos da Monte Bravo de São José dos Campos, Breno Andrade, explicou que os golpes têm algo em comum: todos envolvem questões financeiras. “Isso acaba sendo bem comum com oportunidades de investimentos milagrosos, com alta rentabilidade e pouca segurança e transparência”, disse.


Diante desse cenário é necessário estar atentos às dicas de segurança, que vão desde a permissão de acesso a dispositivos móveis, com constantes trocas de senhas, incluindo a confirmação de acesso em duas etapas até a atualização de antivírus e programas criados para garantir uma teia de segurança para o usuário.


Segundo Andrade, o mercado registra inúmeros casos de vendas fakes através de sites como OLX e Mercado Livre, que também envolvem diversos procedimentos financeiros. “Quando a gente fala de investimentos é preciso verificar se a proposta está sendo oferecida por um membro ou profissional credenciado ao sistema financeiro nacional. É necessário validar a devida licença para trabalhar distribuindo oportunidades de investimentos. Essas são algumas das formas básicas para se proteger”, afirmou.


Outro golpe em destaque nas páginas policiais está o desvio de dinheiro em transações PIX por meio de aplicativos como WhatsApp e Telegram. “Obviamente sempre vem a questão da dupla verificação em sistemas, que acaba ajudando na proteção das informações como um todo. O próprio Banco Central colocou as camadas de proteção e hoje existem mecanismos antifraudes, com limite de transação que pode ser estabelecido pelo próprio usuário, além da criptografia,”, contou.


Mas o que fazer imediatamente se a pessoa for vítima de algum golpe?


Andrade explicou que o primeiro passo é registrar o fato por meio de boletim de ocorrência na Polícia Civil. Para isso, é importante garantir prints de telas, trocas de mensagens por meio de aplicativos e e-mails, além de provas como documentos, fotos, número do celular que originou o golpe e endereços de perfis. Os registros servem para endossar a denúncia e também para registrar uma ata notarial em cartório.


“Quanto aos golpes envolvendo criptomoedas e ativos digitais, a orientação é procurar instituições que tenham uma robustez financeira, verificar o histórico público de transações para poder se certificar se a instituição é séria e que não está ali apenas como fachada para golpes milionários”, concluiu.

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