Mesmo com endividamento elevado, 85% dos brasileiros acreditam em melhora financeira em 2026, aponta a Serasa
- 23 de mar.
- 2 min de leitura
Especialistas apontam que disciplina financeira será decisiva para transformar expectativa em melhora real no orçamento

Mesmo diante de um cenário ainda marcado por alto nível de endividamento, 85% dos brasileiros acreditam que 2026 será um ano financeiramente melhor do que 2025. O dado é de uma pesquisa divulgada pela Serasa e revela um aumento do otimismo em relação à organização do orçamento, ao pagamento de dívidas e à busca por maior estabilidade financeira.
O resultado chama atenção porque o país ainda convive com milhões de inadimplentes, crédito restrito e renda pressionada. Para o assessor de investimentos da WFlow, Claudiner Sanches Junior, parte dessa confiança tem explicação no comportamento do consumidor. “Existe um fator psicológico importante, a sensação de recomeço. Depois de um período longo de juros altos e aperto no orçamento, as pessoas querem virar a página. O otimismo não significa que a situação já melhorou, mas que há intenção de organizar a vida financeira”, afirma.
Segundo o especialista, o cenário econômico projetado para 2026 contribui para essa percepção mais positiva, mas exige cautela. “Com inflação mais controlada e possibilidade de ajuste nos juros, há um ambiente menos pressionado para as famílias. Isso pode aliviar o custo do crédito e o orçamento. Mas o crescimento projetado é moderado, então não estamos falando de uma melhora explosiva, e sim de um cenário mais estável do que nos últimos anos”, explica.
O otimismo, no entanto, pode ter efeitos distintos sobre o comportamento financeiro. “De um lado, ele estimula a renegociação de dívidas e a organização do orçamento, o que é positivo. De outro, pode incentivar consumo e busca por crédito antes que a renda realmente melhore. A diferença entre avanço e novo endividamento está no planejamento”, alerta Claudiner.
Apesar da expectativa favorável, os riscos permanecem. O assessor destaca que o nível de endividamento ainda é elevado e o crédito segue caro para grande parte da população. “O cenário externo pode pressionar inflação e juros novamente. Além disso, o principal risco é comportamental: excesso de confiança levando a gastos acima da capacidade de pagamento”, pontua.
Para transformar expectativa em resultado concreto, o especialista recomenda um passo a passo simples e objetivo. “Primeiro, é fundamental fazer um diagnóstico completo das dívidas e priorizar a quitação das que têm juros mais altos. Depois, criar uma reserva de emergência, mesmo que pequena. Só a partir daí faz sentido começar a investir. Otimismo ajuda, mas disciplina é o que realmente muda o resultado financeiro”, conclui.
WFLOW
A WFlow atua nos segmentos de Alta Renda, Private e Pessoa Jurídica. O grupo possui dois prêmios de melhor assessor de investimentos, além dos selos de eficiência em renda fixa, renda variável e satisfação de atendimento (NPS). A empresa possui filiais em São Paulo, Jundiaí, Piracicaba, Belo Horizonte e Primavera do Leste. Para saber mais informações, entre em contato com a WFlow pelo telefone (11) 3044-1199 ou acesse o site: www.wflowinvest.com.br/.



Comentários