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R$ 1 trilhão na poupança e só R$ 587 bi na bolsa os números que explicam os tropeços do investidor em 2025

  • Foto do escritor: Michelle Monteiro
    Michelle Monteiro
  • 10 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

Com juros em queda gradual, 2026 pede revisão de carteira, diversificação estratégica e abandono do comportamento de manada

 


O distanciamento entre brasileiros e investimentos mais sofisticados ficou evidente em 2025: segundo dados do Banco Central e da B3, o país registra cerca de 89 milhões de CPFs na poupança, com saldo acima de R$ 1 trilhão, enquanto apenas 5,2 milhões de pessoas investem na bolsa, somando R$ 587 bilhões em aplicações. A disparidade ajuda a explicar por que tantos investidores tiveram dificuldade para melhorar o desempenho de suas carteiras ao longo do ano — e por que 2026 exigirá mudanças de estratégia.

 

O início de 2026 marca justamente o momento em que investidores revisam as decisões do ano anterior, especialmente após um 2025 marcado por juros elevados, inflação persistente e forte volatilidade. Para muitos, comportamentos como excesso de conservadorismo, seguir tendências passageiras e manter carteiras pouco diversificadas foram os principais responsáveis por resultados fracos.

 

Para Claudiner Sanches Junior, assessor de investimentos da WFlow, o ano passado expôs uma contradição clássica: tanto a cautela exagerada quanto o impulso custaram caro. “Muita gente ficou travada em pós-fixados por medo da volatilidade e perdeu a recuperação de ativos de risco. Outros entraram em ‘modinhas’ do mercado, compraram caro, venderam no pânico e tiveram prejuízo. E houve quem sofresse com carteiras excessivamente concentradas”, analisa.

 

Segundo ele, o ambiente econômico de 2025 contribuiu diretamente para escolhas equivocadas. “Os juros altos criaram uma sensação artificial de conforto na renda fixa. A inflação resistente aumentou o medo. E a volatilidade levou muitos a agir por impulso. O resultado foi menos diversificação, mais decisões emocionais e retornos muito abaixo do potencial”, avalia.

 

Com a expectativa de uma Selic em queda lenta e crescimento moderado do PIB em 2026, o especialista diz que a estratégia precisa ser ajustada, mas com método. “É essencial diversificar aos poucos, saindo do excesso de renda fixa e abrindo espaço para multimercados, crédito privado e uma pequena parcela em ações. Também é importante evitar decisões impulsivas e seguir critérios claros de perfil e objetivos”, orienta.

 

Essa transição, destaca Sanches, deve ocorrer por etapas: primeiro, substituir parte do pós-fixado por crédito privado e títulos atrelados à inflação; depois, incluir multimercados como ponte entre renda fixa e ações; e só então destinar uma fatia reduzida para ETFs ou fundos de ações.

“O segredo é avançar com método e limites por classe de ativo. Assim, o investidor diversifica sem assumir riscos exagerados”, explica ele.

 

Para não repetir erros e escapar do comportamento de manada, o assessor reforça três pilares: ter objetivos definidos, entender cada produto antes de investir e seguir um plano de alocação revisado periodicamente. “Com método, fica muito mais fácil evitar impulsos e decisões baseadas em ‘dicas’. Em 2025, quem não diversificou, não respeitou seu perfil e não seguiu uma estratégia consistente teve resultados bem abaixo do que poderia. No entanto, 2026 será um ano de transição, e quem se planejar deve atravessar o período com mais segurança e oportunidade”.


WFLOW

 

A WFlow atua nos segmentos de Alta Renda, Private e Pessoa Jurídica. O grupo possui dois prêmios de melhor assessor de investimentos, além dos selos de eficiência em renda fixa, renda variável e satisfação de atendimento (NPS).  A empresa possui filiais em São Paulo, Jundiaí, Piracicaba, Belo Horizonte, São José do Rio Preto e Primavera do Leste. Para saber mais informações, entre em contato com a WFlow pelo telefone (11) 3044-1199 ou acesse o site: www.wflowinvest.com.br/.  

 
 
 

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