Seis em cada dez brasileiros já cederam o CPF para terceiros, aponta pesquisa
- há 5 dias
- 2 min de leitura
Levantamento do Serasa mostra que mais de um terço dos brasileiros que cederam o CPF acabaram endividados, reforçando os riscos da prática

Emprestar o nome ainda é uma prática comum entre os brasileiros e também um risco relevante para a saúde financeira. Levantamento da Serasa em parceria com a plataforma de pesquisa Opinion Box mostra que seis em cada dez pessoas já cederam o CPF para terceiros. Entre elas, 34% acabaram endividadas após o não pagamento da dívida.
A pesquisa também revela que o empréstimo de nome raramente acontece de forma impessoal. Na maior parte dos casos, a decisão está diretamente ligada a relações de confiança, especialmente com familiares e amigos. Ainda assim, a experiência deixa marcas: quase três em cada dez brasileiros que já passaram por essa situação afirmam que não fariam o mesmo novamente.
O alerta se torna ainda maior diante do atual cenário econômico. Com milhões de brasileiros enfrentando dificuldades para honrar compromissos financeiros, o risco de inadimplência segue elevado e torna as decisões relacionadas ao crédito ainda mais delicadas.
"Quando uma pessoa empresta o CPF para terceiros, ela assume integralmente a responsabilidade pela operação. Mesmo que exista confiança entre as partes, qualquer atraso ou inadimplência recai sobre quem colocou o nome no contrato", explica Carlos Barbosa (Cacá), especialista financeiro e diretor de negócios da Cooperemb.
CRÉDITO CONSCIENTE EVITA PROBLEMAS FUTUROS
Segundo o especialista, antes de colocar uma obrigação financeira em seu nome para beneficiar outra pessoa, é fundamental analisar a capacidade de pagamento da operação, as condições do contrato e os possíveis impactos no próprio orçamento.
"Muitas pessoas enxergam esse gesto apenas como uma ajuda momentânea, mas não consideram que uma eventual inadimplência pode afetar o score de crédito, limitar o acesso a financiamentos e gerar um desequilíbrio importante nas finanças", afirma.
Mais do que decidir entre dizer "sim" ou "não", a recomendação é agir com cautela, buscar informação e compreender todos os detalhes da operação, tais como valores, prazos, juros e encargos.
"É importante lembrar também que apoiar alguém financeiramente não significa, necessariamente, assumir uma dívida em seu nome. Em muitos casos, orientar, reorganizar despesas ou buscar alternativas mais adequadas pode ser uma solução mais segura para todos", destaca Barbosa.
Nesse contexto, a educação financeira se torna uma ferramenta essencial para decisões mais conscientes. Com acesso à informação e maior organização, é possível estabelecer limites saudáveis e proteger tanto o orçamento quanto as relações pessoais.
Para apoiar esse processo, a Cooperemb disponibiliza, em sua plataforma, conteúdos sobre uso consciente do crédito, planejamento financeiro e organização do orçamento. Mais informações podem ser acessadas na aba "Educação Financeira" do site da cooperativa.
COOPEREMB
A Cooperemb é uma das maiores cooperativas de crédito do Vale do Paraíba e do Estado de São Paulo. Com mais de 35 mil cooperados e 18 postos de atendimento, além do Núcleo de Atendimento Digital, a Cooperemb oferece uma série de serviços como investimentos, previdência privada, consórcios e seguros. A sede da cooperativa está localizada no bairro Jardim Souto, em São José dos Campos e o horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 9 às 16 horas, com atendimento digital das 08h às 17h. Para mais informações sobre produtos ou serviços entre em contato pelo telefone: (12) 2012-2200 ou acesse o site: www.cooperemb.com.br



Comentários