Sicoob Cressem alerta a população sobre falso empréstimo na região

Atualizado: 4 de mai.

Aposentado recebeu proposta de empréstimo de R$ 20 mil, mas foi orientado a fazer um depósito de R$ 500 para ter o dinheiro liberado




O Sicoob Cressem (Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Servidores Municipais do Vale do Paraíba e Litoral Norte) está fechando o cerco contra as tentativas de golpes de falsos empréstimos. Se uma oferta que parece boa demais para ser verdade chegar em seu WhatsApp, conta de e-mail ou via SMS, o primeiro passo é desconfiar e investigar.


Foi justamente isso que o aposentado H.A.S., de 61 anos, de Curitiba (PR), fez ao receber uma proposta de empréstimo no valor de R$ 20 mil, oferecida por um estelionatário da Grande São Paulo, que utilizava a marca do Sicoob Cressem no falso documento.


O caso aconteceu no dia 27 de abril após o aposentado ter recebido uma oferta de empréstimo por WhatsApp. Apesar de saber que seu nome estava com restrições no SPC (Serviço de Proteção ao Crédito), H.A.S. enviou cópias dos documentos pessoais, assinou e devolveu o contrato, mas começou a desconfiar depois do criminoso ter argumentado que para liberar o empréstimo, ele deveria comprar um seguro no valor de R$ 500 e o pagamento seria à vista, via PIX.


“Não foi só uma tentativa de golpe, essa história mexeu com a gente porque estávamos precisando do dinheiro para que minha mulher pudesse fazer uma cirurgia no abdômen. Depois que me pediu o depósito de R$ 500, fui pesquisar e descobri que o documento com o nome Siccob Cressem era falso e ainda estava com um CNPJ diferente. Entrei em contato para saber se a oferta era da cooperativa e vi que não era”, disse H.A.S.


Além do falso empréstimo, outros golpes mais comuns são anúncios de vendas de carros e motos, operações de PIX e sequestro de dados por meio do celular. Não à tôa, o Sicoob Cressem está realizando uma campanha para alertar os cooperados sobre as armadilhas digitais, segundo o diretor-presidente da cooperativa, Tiago Teixeira.


Ele explicou que em um dos golpes do WhatsApp, o fraudador cadastra o número de telefone do usuário em outro dispositivo e, após esse processo, um SMS contendo um código de liberação de acesso é enviado para o celular da vítima. “Com isso, a pessoa é induzida a fornecer esse código ao criminoso. Em seguida, a sua conta no aplicativo é bloqueada. Nisso, o golpista passa a enviar mensagens para os contatos da vítima pedindo dinheiro no nome dela”, disse.


Diante desse cenário é preciso estar atento às dicas de segurança, que vão desde a permissão de acesso a dispositivos móveis, com constantes trocas de senhas, incluindo a confirmação de acesso em duas etapas até a atualização de antivírus e programas criados para garantir uma teia de segurança para o usuário.


“É preciso desconfiar das facilidades ofertadas e lembrar que mesmo que a vantagem oferecida ou link de acesso à oferta tenham vindos de um amigo ou parente, devemos manter em mente que essa pessoa pode ter sido hackeada, e do outro lado está, na verdade, um golpista. Na dúvida, ligue para a pessoa para confirmar a informação. O Sicoob Cressem nunca pede pagamentos para o cooperado acessar aos serviços e produtos da cooperativa”, finalizou.

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