top of page

51% dos brasileiros já foram vítimas de golpes digitais, aponta levantamento

  • há 4 dias
  • 3 min de leitura

Crescimento das fraudes online e uso de inteligência artificial tornam ataques mais sofisticados; especialista orienta sobre cuidados para proteger dados e dinheiro



Mais da metade dos brasileiros já foi vítima de golpes ou fraudes digitais. Um levantamento da Serasa Experian aponta que 51% da população afirma ter sofrido algum tipo de crime virtual, em um cenário marcado pelo avanço das fraudes online e pelo uso cada vez mais sofisticado da tecnologia por criminosos.


Os números ajudam a dimensionar a dimensão do problema. Dados da empresa de cibersegurança Kaspersky mostram que o Brasil registrou 553 milhões de tentativas de phishing bloqueadas nos últimos 12 meses, reforçando o alerta para a segurança financeira e digital dos consumidores.


O cenário se torna ainda mais desafiador com o uso crescente da inteligência artificial por criminosos, que têm utilizado a tecnologia para criar golpes mais sofisticados e difíceis de identificar.


Segundo Paulo Dias, diretor de suporte organizacional da Cooperemb, os golpes mais comuns atualmente envolvem falsas centrais de atendimento, pedidos de Pix enviados por criminosos que se passam por familiares ou amigos e páginas falsas que simulam sites de grandes empresas.


“Os golpes evoluíram muito nos últimos anos. Antes, era comum encontrar mensagens com erros evidentes e abordagens genéricas. Hoje, os criminosos utilizam informações reais e técnicas psicológicas para transmitir credibilidade e levar a vítima a agir por impulso”, explica.


A sofisticação das fraudes também está diretamente relacionada ao avanço da inteligência artificial. Ferramentas capazes de reproduzir vozes, criar mensagens convincentes e personalizar abordagens têm ampliado o potencial de alcance dos criminosos.


“Hoje já existem casos de clonagem de voz em que poucos segundos de áudio publicados nas redes sociais são suficientes para reproduzir a fala de uma pessoa. Além disso, a inteligência artificial permite criar mensagens praticamente perfeitas, semelhantes às comunicações oficiais de bancos e empresas”, alerta.


ERROS QUE FACILITAM AS FRAUDES


Apesar do avanço tecnológico dos golpes, especialistas afirmam que muitos ataques ainda exploram hábitos cotidianos dos usuários. A falta de atenção ao clicar em links recebidos por mensagens, o uso da mesma senha em diferentes plataformas e o excesso de exposição de informações pessoais nas redes sociais estão entre os comportamentos que mais favorecem a ação dos criminosos.


“A pressa continua sendo uma das maiores aliadas dos golpistas. Muitas pessoas acabam agindo no automático diante de mensagens que transmitem urgência ou preocupação, sem verificar a autenticidade da informação”, destaca Paulo Dias.


Outro fator recorrente é a busca por oportunidades aparentemente vantajosas demais para serem verdadeiras, como promessas de investimentos com retornos elevados em curto prazo ou produtos vendidos por valores muito abaixo do mercado.


COMO PROTEGER DADOS E DINHEIRO


Para reduzir os riscos, o especialista recomenda a adoção de medidas simples de segurança digital, especialmente em operações financeiras.


Entre as principais orientações estão a ativação da autenticação em dois fatores, a utilização de cartões virtuais para compras online e a redução dos limites de transferência via Pix para valores compatíveis com a rotina financeira do usuário.


“Não é necessário ser especialista em tecnologia para se proteger. Pequenos hábitos fazem muita diferença. Sempre que receber uma ligação supostamente do banco, por exemplo, o ideal é desligar e entrar em contato diretamente pelos canais oficiais da instituição”, orienta.


Segundo Paulo Dias, a educação financeira e digital tem papel fundamental na prevenção de golpes e na construção de uma relação mais segura com as ferramentas tecnológicas. 


“A educação digital funciona como um mecanismo de proteção. Ela ajuda as pessoas a desenvolverem senso crítico, questionar informações recebidas e adotar comportamentos preventivos antes de realizar qualquer operação financeira”, afirma.


Ainda para o especialista, compartilhar informações sobre tentativas de fraude também é uma forma importante de proteção coletiva. “Muitas vítimas sentem vergonha de relatar o que aconteceu, mas qualquer pessoa pode ser alvo de um golpe. Compartilhar essas experiências contribui para alertar familiares e amigos sobre fraudes semelhantes e reduzir o risco de novos prejuízos”, conclui.


COOPEREMB


A Cooperemb é uma das maiores cooperativas de crédito do Vale do Paraíba e do Estado de São Paulo. Com mais de 45 mil cooperados e 18 postos de atendimento, além do Núcleo de Atendimento Digital, a Cooperemb oferece uma série de serviços como investimentos, previdência privada, consórcios e seguros. A sede da cooperativa está localizada no bairro Jardim Souto, em São José dos Campos e o horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 9 às 16 horas, com atendimento digital das 08h às 17h. Para mais informações sobre produtos ou serviços entre em contato pelo telefone: (12) 2012-2200 ou acesse o site: www.cooperemb.com.br

 
 
 

Comentários


bottom of page