Gastos de brasileiros no exterior atingem maior nível em 11 anos e refletem dólar mais baixo
- há 12 minutos
- 2 min de leitura
Com US$ 21,7 bilhões movimentados em 2025, avanço ocorre mesmo com alta do IOF e reacende debate sobre consumo e planejamento financeiro

Os gastos de brasileiros no exterior atingiram o maior patamar em mais de uma década e somaram cerca de US$ 21,7 bilhões (cerca de R$ 110 bilhões) em 2025, segundo o Banco Central do Brasil. O movimento chama atenção por ocorrer mesmo em um cenário de aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre operações de câmbio, e indica uma combinação de fatores que vai além do simples desejo de viajar.
O cenário cambial ao longo do ano foi um dos principais motores desse avanço. “O principal fator foi o câmbio mais favorável ao longo de 2025, com o dólar fechando o ano em queda de 11,1% frente ao real, o que barateou viagens, compras e serviços no exterior para o brasileiro”, explica o assessor de investimentos da WFlow, Claudiner Sanches Junior.
A valorização do real influenciou diretamente o comportamento de consumo. “Quando o dólar cai, o gasto em moeda estrangeira pesa menos no orçamento e isso estimula tanto viagens quanto compras no exterior. No caso de 2025, a moeda americana ficou bem mais barata do que no começo do ano, e isso tende a ampliar a percepção de que ‘vale a pena aproveitar’ a oportunidade”, continua o especialista.
Apesar do crescimento, o dado não indica necessariamente uma melhora estrutural da renda. “O que ele mostra com mais segurança é que houve mais disposição para gastar fora do país, favorecida pelo dólar mais baixo e pela retomada das viagens”, avalia Sanches Junior.
IMPACTO NA ECONOMIA
O aumento dos gastos no exterior também tem reflexos diretos na economia brasileira, especialmente nas contas externas. “O impacto principal é a maior saída de dólares via conta de viagens internacionais, que fechou 2025 com déficit de US$ 13,850 bilhões (cerca de R$ 70 bilhões), resultado de despesas de brasileiros no exterior de US$ 21,715 bilhões e receitas de estrangeiros no Brasil de US$ 7,865 bilhões (aproximadamente R$ 40 bilhões)”, explica o assessor de investimentos.
Do ponto de vista individual, o especialista reforça a importância do planejamento. “Esse tipo de gasto faz sentido quando ele cabe no orçamento sem gerar dívida e sem comprometer reservas para emergências. Na prática, antes de viajar ou gastar fora do país, o ideal é definir teto de gasto, considerar câmbio, IOF, tarifas e eventuais oscilações da moeda para evitar que uma experiência positiva vire aperto financeiro depois.”
Ou seja, em um cenário de maior acesso ao consumo internacional, o desafio passa a ser equilibrar oportunidade e planejamento para que o câmbio favorável não se transforme em desequilíbrio financeiro no retorno.
WFLOW
A WFlow atua nos segmentos de Alta Renda, Private e Pessoa Jurídica. O grupo possui dois prêmios de melhor assessor de investimentos, além dos selos de eficiência em renda fixa, renda variável e satisfação de atendimento (NPS). A empresa possui filiais em São Paulo, Jundiaí, Piracicaba, Belo Horizonte, São José do Rio Preto e Primavera do Leste. Para saber mais informações, entre em contato com a WFlow pelo telefone (11) 3044-1199 ou acesse o site: www.wflowinvest.com.br/.



Comentários